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sábado, 23 de novembro de 2013

A filogenia de Pokémon

Árvore filogenética
Filogenia é o estudo da relação evolutiva entre os seres vivos com base em análises de dados moleculares e morfológicos, buscando evidenciar as relações de ancestralidade e descendência entre estes seres.
É comum que quando encontramos sobre o assunto por ai, nos deparamos com o que chamamos de árvore filogenética, que busca representar essas relações através de linhas que se bifurcam, representando possíveis ancestrais comuns, como na figura ao lado, onde os pontos vermelhos representam um ancestral comum que deve ter dado origem a dois novos grupos de seres vivos.

Baseado nisto, alguém teve a ideia de construir a árvore filogenética dos Pokémons, começando lá no topo com os seres eucariontes (que possuem células com núcleo envolvido em membrana) mais simples, representado por Solosis, Duosion e Reuniclus, pokémons que lembram células. A partir deles vemos o surgimento de varias ramificações englobando as plantas, fungos, e demais seres vivos, com bastante licença poética para encaixar as criaturas em alguns grupos(clique aqui para ver em tamanho maior) e o autor até criou uma árvore para encaixar os Pokémons baseados em seres mitológicos, que pode ser vista aqui. Vale pela criatividade!





terça-feira, 1 de outubro de 2013

A Origem das Espécies: Burmy, Wormadam e Mothim

Burmy é um pokémon lagarta que usa areia, folhas e outros materiais para cobrir seu corpo como proteção. Ao evoluir, caso seja macho, transforma-se na mariposa Mothim. Mas caso seja fêmea, evolui para Wormadam, não adquirindo asas, mantendo aparência semelhante à forma anterior, com o corpo coberto de materiais encontrados no ambiente, assim como na fase larval.
Burmy, Mothim(macho) e Wormadam(femêa)
Burmy, Mothim e Wormadam são baseados no bicho-do-cesto.

Origem 
O bicho-do-cesto é o nome popular para insetos lepidópteros da família Psychidae, que durante a fase larval usa a seda que produz para construir uma espécie de cesto com folhas, areia, gravetos, pedras e etc, onde permanecerá todo o tempo. A medida que a lagarta cresce, o cesto também vai aumentando com o acréscimo de mais materiais. Posteriormente, se fecham totalmente no cesto construído, para entrarem em fase de pupa e assim ocorrer a metamorfose, normalmente pendurados em galhos e folhas.
Bicho-do-cesto em fase larval ( sem identificação da espécie)
O macho adulto emerge do cesto como uma mariposa, com asas e antenas, enquanto a fêmea conserva o aspecto da fase larval, não apresentando asas e antenas, e mantendo-se no cesto.
Após o macho adulto emergir da pupa, costuma ocorrer a copula, com posterior postura dos ovos pela fêmea dentro do cesto, para depois abandona-lo, cair no solo e morrer.
Mariposa do bicho-do-cesto (sem identificação da espécie)

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Origem das Espécies: Relicanth

A Origem das Espécies é o nome de um dos livros mais importantes da biologia e da ciência como um todo. Sua primeira edição se chamava On the Origin of Species by Means of Natural Selection, or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life (Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida), sendo depois abreviado para o conhecido nome, mas vamos deixar isto de lado por enquanto.
On the Origin of Species é também é o nome de uma coluna do site Bulbagarden, possivelmente uma das mais completas enciclopédias sobre Pokémon que existe e, inspirado nesta mesma coluna, trago textos com a mesma ideia: apresentar os conceitos reais por trás de certos Pocket Monsters, pois muitos têm inspiração profunda em vários elementos de nossa realidade e podem servir até mesmo como ferramenta de estudo. 
Relicanth
E para começar, nada melhor que um pokemon que gosto muito, principalmente por todo o histórico de sua contra-parte real. Pegue sua PokeAgenda e vamos lá!

Relicanth
O Relicanth é um pokémon raro descoberto durante uma exploração em mar profundo, e até então acreditava-se estar extinto e era conhecido somente por fósseis. De acordo com sua forma atual, podemos dizer que ele não mudou nada em relação a fósseis encontrados há mais de 100 milhões de anos.
Seu nome vem da junção das palavras Relic (Relíquia, velharia que sobreviveu ao longo do tempo) e coelacanth (celacanto).


Origem
Celacanto
Em 1938, foi encontrado um estranho espécime de peixe por pescadores da África do Sul. Levado a um museu, foi examinado pela curadora Marjorie Courtenay-Latimer. O espécime era um peixe azulado, com quase 1 metro de comprimento, dotado de nadadeiras que lembravam os membros de vertebrados terrestres. Com a ajuda de um amigo ictiologista (ramo da zoologia especializado no estudo de peixes) J.L.B. Smith, identificou o estranho peixe como um celacanto.
Os celacantos são um grupo de peixes cuja característica mais marcante é o fato de possuir nadadeiras que se assemelham aos membros dos vertebrados terrestres, com as quais se locomovem no fundo oceânico. Por causa desta característica, foi considerado ancestral dos primeiros vertebrados a saírem das águas, dando origem aos tetrápodes (vertebrados terrestres, possuidores de quatro membros).
Celacanto
A importância da redescoberta do peixe na África do Sul se deve ao fato de que, até 1938, acreditava-se que os celacantos estavam extintos desde o Cretáceo, a mais ou menos 70 milhões de anos, já que só existiam registros fósseis de tais seres. É considerado um “Fóssil Vivo”, devido a ter apresentado poucas mudanças morfológicas em relação a fósseis de organismos aparentados, o que pode ajudar a desvendar o processo de transição dos vertebrados do ambiente marinho para o terrestre.
Hoje existem duas espécies conhecidas de celacanto: Latimeria chalumnae, cujo nome se deve a uma homenagem a Marjorie, como descobridora e ao local onde o peixe foi encontrado (Chalumna River, na Africa do Sul); e Latimeria menadoensis, visto pela primeira vez em 1997 nos mares da Indonésia.