Darwin
Mesmo fora dos muros da escola, a ciência está sempre presente em nosso cotidiano.
domingo, 9 de março de 2014
sábado, 23 de novembro de 2013
A filogenia de Pokémon
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| Árvore filogenética |
Filogenia é o estudo
da relação evolutiva entre os seres vivos com base em análises de dados moleculares
e morfológicos, buscando evidenciar as relações de ancestralidade e descendência
entre estes seres.
É comum que quando encontramos sobre o assunto por ai, nos
deparamos com o que chamamos de árvore filogenética, que busca representar essas relações através de linhas que se bifurcam,
representando possíveis ancestrais comuns, como na figura ao lado, onde os pontos
vermelhos representam um ancestral comum que deve ter dado origem a dois novos
grupos de seres vivos.
Baseado nisto, alguém teve a ideia de construir a árvore filogenética
dos Pokémons, começando lá no topo com os seres eucariontes (que possuem células com núcleo
envolvido em membrana) mais simples, representado por Solosis, Duosion
e Reuniclus, pokémons que lembram células. A partir deles vemos o surgimento de varias ramificações englobando
as plantas, fungos, e demais seres vivos, com bastante licença poética para encaixar as criaturas em alguns grupos(clique aqui para ver em tamanho maior) e o autor até criou uma árvore para encaixar os Pokémons baseados em seres mitológicos, que pode ser vista aqui. Vale pela criatividade!
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Estudo mostra os efeitos do fumo na pele através da aparência de gêmeos idênticos
Uma equipe de médicos americanos, liderada pelo cirurgião
plástico Bahman Guyuron, desenvolveu um estudo para avaliar os efeitos do
tabagismo na pele das pessoas. Seu trabalho foi publicado na edição de novembro
da revista Plastic and Reconstructive Surgery® e mostrou resultados
impressionantes sobre o fumo. A publicação trouxe a foto comparativa de 79
gêmeos idênticos com idade média de 48 anos, onde um deles era fumante e o
outro não, ou um era fumante a pelo menos 5 anos mais que o outro.
Os resultados podemos ver abaixo em fotos divulgadas pela American Society of Plastic Surgeons e é evidente o envelhecimento precoce daqueles que fumam/fumam há mais tempo(os que estão a direita). A explicação para isto se dá pelo fato de que o fumo diminui o fluxo de oxigênio para a pele, o que também ocasiona na diminuição da circulação sanguínea, fazendo com que a pele envelheça mais rápido.
Os resultados podemos ver abaixo em fotos divulgadas pela American Society of Plastic Surgeons e é evidente o envelhecimento precoce daqueles que fumam/fumam há mais tempo(os que estão a direita). A explicação para isto se dá pelo fato de que o fumo diminui o fluxo de oxigênio para a pele, o que também ocasiona na diminuição da circulação sanguínea, fazendo com que a pele envelheça mais rápido.
Para saber mais: Terra, Catraca Livre
sábado, 19 de outubro de 2013
Dica: Gravidade
À 600km cima da Terra
Não há nada que transporte o som
Não há nada que transporte o som
Sem pressão do ar
Sem oxigênio
A vida no espaço é impossível.
Gravidade, filme de Alfonso Cuarón, começa com as frases acima e já da
o tom do que vamos encontrar ao longo do filme, que conta a historia de um
grupo de astronautas que está trabalhando na implementação de um novo sistema
no telescópio Hubble e que passa a sofrer as mais diversas situações no espaço,
graças à destruição de um satélite russo que gera uma reação em cadeia de
destroços orbitando o planeta Terra.
Além de ser um belíssimo filme, com cenas de tirar o fôlego e te
prender na cadeira do cinema do começo ao fim, o filme mostra o espaço de forma
bastante cientifica, mostrando o espaço como um ambiente adverso e bastante inóspito
para a vida humana.
É interessante notar que tudo no filme acontece graças a Síndrome de
Kessler, ideia proposta por Donald J. Kessler , astrofisico da NASA. Apesar do
nome, não tem nada a ver com doença, já que a palavra síndrome se refere a um
conjunto de sinais que caracterizam determinada condição. Donald J. Kessler propôs
que o número de detritos no espaço pode chegar a um número tão grande, que em
certo momento será impossível usar o espaço para nossas necessidades. A
dificuldade pode ocorrer porque quando estes objetos se chocam (por estarem se
movendo pelo espaço), passam a gerar mais destroços e como no espaço não existe
meio para oferecer resistência a estes objetos em locomoção, já que estão
flutuando em uma região onde não existe pressão do ar, eles viajam
indefinidamente em grande velocidade, em uma orbita constante, gerando cada vez mais destroços em uma grande cadeia de eventos. Viram
praticamente balas de fuzil viajando pelo espaço.
Hoje, a NASA possui meios de monitar o lixo espacial, buscando evitar colisões
com satélites ou naves/estações.
O filme Gravidade, que está nos cinemas, usa a ideia proposta pela Síndrome de Kessler para
contar sua historia de maneira criativa, além de trazer outros fatos científicos
em seus 91 minutos de filme.
Segue o trailer do filme para quem se interessar:
terça-feira, 15 de outubro de 2013
E se no lugar da Lua...
O artista Ron Miller, partindo de uma imagem com a Lua sobre
o horizonte, teve a fantástica ideia de imaginar o que aconteceria se no lugar
de nosso satélite natural, pudéssemos ver outros astros do Sistema Solar. Utilizando
a mesma imagem, e respeitando a distância entre a Terra e a Lua (mais ou menos
385.000 quilômetros), o que podemos ver nas imagens é a visão que teríamos caso
estes astros estivessem no lugar na Lua, mas ignorando os possíveis efeitos
disso na força gravitacional da Terra. Ou seja, imagens meramente ilustrativas,
mas nem por isto menos impressionantes. Algumas chegam a ser assustadoras. O
resultado podemos ver abaixo:
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| Lua |
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| Mercúrio |
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| Vênus |
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| Marte |
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| Júpiter |
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| Saturno |
| Urano |
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| Netuno |
Existe ainda este vídeo que não foi produzido pelo Ron Miller, mas que parte da mesma ideia, com os planetas orbitando a Terra no lugar da Lua:
É possível observar algumas diferenças nas escalas usadas pelos dois trabalhos, mas como os dois não tem intenções cientificas e somente ilustrativas, vale a intenção!
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Ataque de vespas na China
Esta semana foi veiculada em diversos meios a notícia de que
várias pessoas na China morreram devido ao ataque de vespas.
A vespa gigante asiática (cujo nome cientifico é Vespa mandarinia) tem
aproximadamente 5cm de comprimento e um ferrão de 6 mm com capacidade de
injetar um poderoso veneno que possui uma neurotoxina que pode ser letal, levando a insuficiência renal.
Atua como predador de insetos como louva-a-deus e abelhas. Uma única vespa, ao se aproximar de uma colmeia, libera feromônios (substancias químicas que podem atrair outros seres vivos, normalmente da mesma espécie e podem gerar estímulos específicos) para atrair outras vespas, e um pequeno enxame pode destruir completamente uma colmeia em algumas horas, para alimentar sua prole com as larvas das abelhas.
Atua como predador de insetos como louva-a-deus e abelhas. Uma única vespa, ao se aproximar de uma colmeia, libera feromônios (substancias químicas que podem atrair outros seres vivos, normalmente da mesma espécie e podem gerar estímulos específicos) para atrair outras vespas, e um pequeno enxame pode destruir completamente uma colmeia em algumas horas, para alimentar sua prole com as larvas das abelhas.
Segundo as autoridades chinesas, os ataques começaram em junho, com mais de
1500 pessoas feridas e mais de 40 óbitos.
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| Foto: Addicted2Hymenoptera/Flickr / Divulgação |
Acredita-se que a elevada atividade do inseto se deve as altas temperaturas na
região, além de outras mudanças ecológicas que leva a diminuição dos predadores
naturais da vespa, como aranhas e pássaros, além do próprio desenvolvimento
urbano que faz com que a vespa ( ou mesmo seus predadores) percam seu habitat
natural.
Como medida preventiva, é solicitado que
os chineses usem roupas compridas e que as pessoas não tentem eliminar os
vespeiros, devendo procurar órgãos responsáveis para isto. Especialistas estão
usando inseticidas para matar as vespas encontradas em áreas urbanas e em casos
mais graves, bombeiros ateiam fogo nos vespeiros.
terça-feira, 1 de outubro de 2013
A Origem das Espécies: Burmy, Wormadam e Mothim
Burmy é um pokémon lagarta que usa areia, folhas e outros
materiais para cobrir seu corpo como proteção. Ao evoluir, caso seja macho, transforma-se na mariposa Mothim. Mas caso seja fêmea, evolui para Wormadam, não
adquirindo asas, mantendo aparência semelhante à forma anterior, com o corpo coberto de materiais encontrados no ambiente, assim como na fase
larval.
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| Burmy, Mothim(macho) e Wormadam(femêa) |
Burmy, Mothim e Wormadam são baseados no bicho-do-cesto.
Origem
Origem
O bicho-do-cesto é o nome popular para insetos lepidópteros
da família Psychidae, que durante a fase larval usa a seda que produz para
construir uma espécie de cesto com folhas, areia, gravetos, pedras e etc, onde
permanecerá todo o tempo. A medida que a lagarta cresce, o cesto também vai
aumentando com o acréscimo de mais materiais. Posteriormente, se fecham
totalmente no cesto construído, para entrarem em fase de pupa e assim ocorrer a
metamorfose, normalmente pendurados em galhos e folhas.
| Bicho-do-cesto em fase larval ( sem identificação da espécie) |
O macho adulto emerge do cesto como uma mariposa, com asas e
antenas, enquanto a fêmea conserva o aspecto da fase larval, não apresentando
asas e antenas, e mantendo-se no cesto.
Após o macho adulto emergir da pupa, costuma ocorrer a
copula, com posterior postura dos ovos pela fêmea dentro do cesto, para depois
abandona-lo, cair no solo e morrer.
| Mariposa do bicho-do-cesto (sem identificação da espécie) |
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